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O CONSUMO DESENFREADO

Atualizado: 29 de fev.



Ao pensar sobre como temos abusado dos meios gerais de consumo, logo me lembrei de minha adolescência passado em companhia dos meus avós e primos, ocasião em que ouvíamos discos de vinil na vitrola — a minha era do Mickey, pequena e de cor laranja — ficávamos atentos a nossa música preferida no rádio.

Ao me deparar com esta questão parei para pensar e fiz um flashback de minha adolescência em que passei ao lado dos meus avôs e primos, quando escutávamos disco de vinil na vitrola (minha primeira vitrola era do Mickey, pequena e cor de laranja), dos dias que ficávamos esperando tocar a música preferida no rádio para gravar na fita cassete e na torcida para não vir com a vinheta da rádio, sempre em vão. E o vídeo game, enduro, pac-man, preto e branco e computador mesmo, nem tínhamos acesso, o interesse era a máquina de escrever para alguns, claro.

Enfim, passado esse início, o que não foi muito tempo assim, ouvi pela primeira vez o termo “globalização”, matéria de estudo no colégio e objeto de trabalho, com direito a apresentação para a sala lá na frente, o que causava vergonha e constrangimento. Globalização passou por  alvo de muitas manifestações em meados de 1990, mas,  na verdade, já vinha surgindo e se massificando depois da 2ª Guerra Mundial.

O “boom” da globalização cresceu e superou as manifestações com o acesso à internet, hoje representa a face mais visível e causadora do crescente consumo desenfreado, o qual faz com que as pessoas passem a maior parte do tempo alocadas no trabalho com o intuito maior, e porque não dizer único, de satisfazer o seu consumo.

A compra de um carro novo, o televisor de última geração, pode-se até dizer que a palavra última geração caiu de moda, pois, há pouco eram as televisões de tela plana, após veio a de plasma, depois LCD, agora surgiu a de LED e em 3D e já se ouve falar em 4D, e com isso são tantas as informações que não há tempo sequer de se apreender todos os conceitos, quando se consegue aprender um, ah, já caiu de moda e já há  um novo modelo no mercado, obrigando a todos a novas atualizações.

E para não ficar desatualizado, vê-se crescer um egoísmo consumista, onde as pessoas cada vez mais descartam certos produtos os quais poderiam ser reutilizáveis. Nos EUA, por exemplo, há todo ano na rua o descarte de televisores, computadores, laptops e outros aparelhos, além de móveis e eletrodomésticos, tudo porque num determinado período as lojas liquidam seus estoques diante da proximidade de novos produtos no mercado. E nós, brasileiros, certamente caminhamos para isso, basta olhar para o lado.

Há na verdade um círculo vicioso causador de grandes danos os quais passam imperceptíveis aos olhos das pessoas:, quanto mais se consome, mais matérias primas são utilizadas e, com isso, o ambiente mais se degrada, mais descartes são realizados e o que não é aproveitado pelos moradores de rua, acaba nos lixões, pois, lamentavelmente, ainda não temos uma política de consumo consciente e só no ano passado foi aprovada a lei de resíduos sólidos, a qual possui ainda muitas arestas e dúvidas, devendo ser melhor regulamentada. Assim, caminhamos para prejuízos efetivos ao longo dos próximos anos.

Será que devemos parar para pensar em tudo o que se tem ? Melhor: será que utilizamos tudo que adquirimos no ano que passou ? Isso me faz lembrar novamente de meus avôs, que guardavam sempre as coisas novas e usavam sempre as mesmas. E Eles sim sabiam consumir e por outro lado, não aproveitavam as novas.

Mas focado ainda no CONSUMO DESENFREADO,o será que todos sabem  no que pode ser reaproveitado, alterado, desmontado e recriado, ao invés de encostar em um armário e partir para a compra de um novo ?

Uma boa maneira de praticar um consumo consciente e menos desenfreado é fazer-se uma análise preliminar, separar tudo aquilo que de nada mais serve e simplesmente doar, o que além de exercer a cidadania, enobrece a alma. Mas para aqueles capitalistas os quais custam a se desprender de seus objetos materiais, há ainda a opção de vendê-los através dos conhecidos brechós, onde se pode deixar à venda desde objetos sem sentido nenhum, até roupas, móveis e eletrônicos e na maioria dos casos em consignação, uma boa maneira de diminuir o consumo desenfreado é frequentar estes lugares, deixando por lá aquilo que não se usa mais e, ainda, existe a possibilidade de trocar por algo que realmente – preste a atenção – REALMENTE necessário e que  alguém deixou ali porque não o precisava mais.

Após a prática deste ato, as pessoas poderiam praticar a tentativa de sair deste círculo vicioso, como ficar de pernas para o ar, ficar sem pensar um pouco, e digo isso por experiência própria, de quem coloca um filme para ver, mas fica a pensar que, ao invés de ver aquele filme, poderia estar fazendo isso ou aquilo. Vamos tentar, é melhor do que se arrepender por não ter tentado, pare um pouco, RESPIRE, caminhe ao invés de pegar um ônibus em percursos curtos, observe o bairro onde você mora, as árvores, as pessoas, mas não se esqueça de olhar para atravessar a rua e tentar, acima de tudo, dedicar mais tempo á sua família seja ela biológica ou por afinidade e trabalhar na medida certa. Não seja um escravo do seu trabalho, TRABALHE PARA VIVER E NÃO VIVA PARA O TRABALHO! Aproveite a sua vida agora e não somente após sua aposentadoria.

Há muita informação na rua, na televisão, no rádio, na internet e somos bombardeados com tanta novidade, mas temos de ter o controle sobre a máquina e cabe a cada um refletir se realmente necessita daquele determinado produto e procurar tomar sempre cuidado para não se deixar levar pelos apelos consumistas. Está lançado o desafio, agora só depende de você.

Rogério de Almeida Gimenez

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