PARA DE RECLAMAR DA ADVOCACIA


Não gosta de advogar? Para você o mercado de trabalho está saturado? Pagam pouco? A OAB não lhe ajuda em nada? Juízes e serventuários da Justiça lhe tratam como lixo? Você não consegue mais clientes? Há muita concorrência no mercado? Você não pode sequer fazer uma propaganda do seu trabalho sem cair nas garras da OAB? Você critica quem faz vídeos nas redes sociais? Você só reclama do Direito e da Advocacia e se acha injustiçado?

Se você respondeu sim para grande parte destas questões, essa matéria é exatamente para você e eu tenho a resposta do que você deve fazer e vou, claro, falar um pouco sobre mim para você entender, vamos lá.

Eu já fui de reclamar e muito, mas hoje percebi o tempo perdido só a reclamar e o quanto poderia ter ganho se soubesse que reclamar não leva a nada.

Já contei minhas experiências, mas irei resumir, bom eu iniciei no mundo jurídico ainda no início da Faculdade, comecei a estagiar com um professor que era Juiz aposentado e abriu escritório com o filho o qual lutava para passar na OAB e daqui você já pode tirar a primeira lição, o rapaz tinha um pai Juiz, um professor e mesmo assim, tinha dificuldades para passar na OAB. Bom fiquei trabalhando com ele até o quinto ano da Faculdade.

Após trabalhar muito tempo com ele e aprender também, conheci uma perita contábil e lá fui eu trabalhar com ela como seu assistente, até porque a oferta de trabalho era melhor e fiquei junto dela quase sete anos, desde o final da faculdade, durante o período que camelei para tirar a OAB, depois de tirar a OAB, quando ela inclusive, uma mãezona do coração deixou eu trabalhar meio período com ela e advogar no outro.

Pois bem, lá fui eu ser sócio de uns amigos que conheci, e assim fiquei por um tempo, mas, não sei, sempre tive vontade de crescer, e na época me dividia em trabalhar com a perita, trabalhar no meu escritório, gente tinha uma placa imensa de neon escrito meu sobrenome, mas depois veio o Prefeito e proibiu e tivemos de tirar, enfim, prosseguindo, me dividia entre a perita, meu escritório e os estudos para a Magistratura, sonho antigo que deixei adormecido.

Mas eu sempre quis crescer, como coloquei acima, então decidi alçar novos voos e fui procurar outros escritórios digamos que maiores, me enfiei no contencioso de massa em São Paulo, açougue de processos, isso mesmo, o famoso copia e cola e paralelo a isso ia cuidando de um casinho ali outro acolá, e com isso fui montando e mantendo uma pequena mais singela carteira de clientes. Comecei a fazer trabalho voluntário numa Comunidade em São Paulo, e lá aprendi muito, era aos sábados a tarde.

Depois de um tempo, nunca parei quieto, resolvi procurar outro escritório e assim fui pulando de galho em galho, sempre ficava cerca de um ano e pouco, até que fui para um escritório bem grande, contratado para ser audiencista, olha, se for contar tudo que ocorreu de galho em galho, ficaria aqui escrevendo várias folhas e vocês certamente cansaria, não é essa a ideia, já fiz vídeos falando das minhas experiências.

Enfim, depois de quase cinco anos no escritório, onde de audiencista cheguei a coordenador de equipe dos próprios audiencistas e dos correspondentes do Brasil, isso mesmo, nível nacional, resolvi ir para o Interior, onde mora minha mãe e família e onde estou até hoje.

Fiquei com receio de não arrumar emprego e aceitei uma proposta de emprego de uma empresa que me conhecia deste escritório aonde fui audiencista e lá fui eu para um novo desafio em Porto Alegre, onde fiquei apenas seis meses e não tecerei maiores comentários.

Voltei para Itu com o rabinho entre as pernas, sem trabalho e cheio de dívidas, me ferrei, fui inclusive parado na estrada, quando percebi a CNH vencida e vim de guincho de Santa Catarina até Registro, no Estado de São Paulo, com o carro lotado de coisas, além de dois cachorros, longa história também.

Cheguei em Itu, literalmente ferrado para não escrever outra coisa. Enfim, virei correspondente, isso mesmo, e literalmente fazia o que aparecia e não contestava a mixaria que me pagavam, pois juntando tudo dava para pagar algumas contas no final do mês, morei um tempo com minha mãe, mas logo voltei a morar na casa ao lado sozinho.

Arrumei um emprego em Itu, depois de muito procurar, nem acreditei. Fiquei durante quatro anos neste escritório, passei perrengues, pois era aquele tipo de escritório que só tinha BO das empresas dos próprios donos e deles sabe, mas enfim, por lá fiquei e depois resolvi sair e tocar a vida, fui chamado para um outro escritório e estava até que gostando, exceto de algumas pessoas que lá trabalhavam.

Foi quando eu me vi totalmente desmotivado, mas paralelo a toda essa trajetória, eu continuei pegando um casinho aqui e outro lá, e bingo, eu já tinha uma carteira de clientes e pude perceber que ganhava mais sozinho que naquele escritório que estava e fiz planos a longo prazo para em 2021 montar meu próprio escritório.