ENTREVISTA COM ENZO BERGAMO


Enzo Bergamo, meu amigo e entrevistado da semana é também advogado, se formou em 2010 na Faculdade de Direito de Itu, aonde também se pós graduou em 2014, pós-graduado em Processo Civil, com especialização nas áreas do Direito Imobiliário, Contratual e Empresarial por ser segundo ele, áreas em expansão com as quais se identifica muito, além do gosto de estudar sobre estes temas. Hoje com suas 30 primaveras, casado, mora também em Itu/SP aonde advoga desde 2012, porém se contar o período de estagiário, já está no fantástico mundo jurídico desde 2006.

Atualmente tem seu próprio escritório direcionado para as áreas do Direito Imobiliário, Contratual e Empresarial, mas também atuo nos ramos do Direito de Família e Sucessões, além do Trabalhista.

“Sou muito falante e tendo a ser muito persuasivo em minhas alegações desde pequeno, gosto de um certo “embate” de ideias e opiniões, desde que saudáveis. Por esses motivos creio ter optado por ser advogado”. Os estudos, segundo Enzo, nunca pararam, pois, acredita ter sempre de se atualizar e aprender continuamente. De família de italianos, não há nenhum advogado, mas sim bacharel, a sua mãe, a qual antes de ser professora, se formou em Direito, mas preferiu seguir outro caminho. O pai de Enzo é engenheiro de alimentos e também professor, uma família de mestres a qual sempre incentivou nosso entrevistado a estudar, e, quando este optou por fazer Direito foram os primeiros a lhe apoiarem.

Enzo sempre advogou no Interior, nunca tendo se aventurado na Capital, apenas atuou nas regiões de Sorocaba, Campinas e Jundiaí.

Para Enzo, a aprovação na Ordem dos Advogados do Brasil, não foi fácil. “Demorei a entender a complexidade da prova e me acalmar para realizar o teste final para ingressar na profissão, pois, eu ficava muito ansioso e acabava errando questões simples. Então, até eu aprender a ter calma e desenvolver um raciocínio jurídico demoraram três provas para atingir o êxito. Para minha felicidade, na segunda fase a peça foi sobre o assunto que eu tinha maior conhecimento, indenização por danos morais, (optei por fazer civil, todos me chamavam de louco). Fiz com tranquilidade, calma e passei”.

Sobre a OAB, Enzo diz parecer “um sindicato de advogados”, só que mais “chique”. “Já passei por problemas dos quais não tive nenhum apoio da Ordem. Creio que se cobra muito e não se tem retorno desejável. Hoje, vejo a OAB mais preocupada com a política e publicidade do que com a luta pelo advogado, no seu dia a dia. Em muitos locais, principalmente em Fóruns, o advogado é marginalizado e não recebe respeito e atenção merecidos”. E modéstia parte, eu particularmente compartilho da mesma opinião, sequer uma agenda, algo simples, a OAB presenteia o seu filiado.

Sobre o Judiciário, nosso entrevistado acredita que há pouca infraestrutura e falta vontade de trabalhar. “Funcionalismo público ineficiente e sem qualquer pretensão de resolver certos aspectos. Claro, não vamos generalizar, existem juízes e cartorários bons, mas infelizmente poucos. A maioria está no cargo para receber seu ordenado e pronto. O advogado de hoje, enfrenta dificuldades como, por exemplo, falta de educação e respeito com o profissional do Direito (quem nunca ficou batucando no balcão para ser atendido porque todos viam que você estava lá e não iam lhe atender?). A falta de respeito e, infelizmente, a pouca vontade de alguns servidores públicos do judiciário, fazem com que tenham a fama de moroso e em alguns casos, ineficiente. ” E acredite meu amigo, isso é pior ainda na Capital. Enzo acredita que, para melhorar e se tornar mais eficiente a esfera judiciária, pode-se aprimorar a infraestrutura forense e aplicar metas mais concretas e eficazes às Varas, a fim de se evitar a famigerada demora, que se traduz em ineficiência.

Segundo Enzo, o advogado de hoje tem que estar preparado para um universo turbulento e cruel, pois segundo ele, não é fácil criar o nome e a reputação necessária para ser reconhecido pelo cliente. “Na faculdade não nos ensinam a lidar com as adversidades da profissão ou até mesmo a lidar com os colegas oportunistas. Isso, somente a vida vai ensinar. Quanto à concorrência, ela sempre existe e sempre existirá, o que me espanta é a quantidade de advogados que são “lançados” no mercado, sobrecarregando a sociedade com maus profissionais e sem qualquer preparo”.