ENTREVISTA COM FABIO FREDERICO TEIXEIRA


Fabio Frederico, é advogado, atualmente com seus 35 anos, solteiro, sem filhos, reside em Santo André/SP e advoga desde 2014, formado pela Faculdade Anhanguera em novembro de 2013.

Nosso colega não tem escritório próprio, pois, trabalha em parceria com outros escritórios/colegas. Fábio, antes de passar na OAB, estagiou desde o segundo ano da faculdade no TRT, depois na Procuradoria Municipal de Santo André, e, por fim, na Defensoria Pública. A opção pela esfera trabalhista foi porque, inicialmente, ele saiu do estágio no TRT com conhecimentos para a área. A área cível, por sua vez, é uma paixão desde a faculdade, complementa nosso colega.

Quanto à escolha pelo Direito, como a maioria dos estudantes, a ideia do nosso entrevistado era “fazer justiça”, mas, ao longo do curso, diz que foi percebendo que a ideia de ser profissional liberal também o incentivou a advogar. Ele não tem outros advogados na família e teve como incentivo parte da família e amigos advogados que já conhecia.

Quanto ao ABC, Fábio diz que não tem dificuldades em advogar nesta região, mas que obviamente as oportunidades na Capital são inúmeras e espaço existe para todos, inclusive, no ABC.

Embora nosso colega ainda não tenha se especializado em nenhuma pós-graduação, advoga mais na esfera trabalhista e cível, sempre em parceria com terceiros. Para Fábio, a melhor forma de captação de clientela ainda é no boca-a-boca, ou seja, “você faz a ação para alguém e esse alguém te indica para outros. É um trabalho árduo e demorado, mas, que dá resultados”.

Quanto a aprovação na OAB, a mesma demandou quase um ano de exaustivos estudos concomitantes com a faculdade, sendo aprovado no primeiro exame, contudo, “foi uma prova extremamente difícil a qual tenho arrepios só de lembrar rs”.


Quanto à inversão de valores existente em nosso País, indagado por este entrevistador, para Fabio Frederico, “o brasileiro é um povo muitas vezes hipócrita: quer o cumprimento das leis, mas quer que o outro cumpra. Ele, que cobra tanta moralidade e legalidade dos outros, tem sempre uma razão para não cumprir: seja o dvd pirata, o gato na tv ou o farol vermelho ultrapassado. No final das contas, o brasileiro se queda silente a tanta corrupção porque, talvez, no fundo, de forma catártica, se identifique com nossos congressistas”.

Nosso colega considera a rotina como advogado, como sendo cada dia uma aventura diferente. E quanto às famosas “dúvidas/consultas gratuitas”, para ele, “se for referente as minhas áreas de atuação, eu converso com o pretenso cliente e observo se há possibilidade de ação. Se a pergunta for referente a áreas as quais não atuo, eu dispenso.”

Quanto à OAB, diz que a mesma deveria tomar medidas mais drásticas para coibir a falta de urbanidade com advogados.